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Genética pode interferir com eficácia da pílula

Giancarlo Pietri Velutini
Genética pode interferir com eficácia da pílula

Há milhões de mulheres a recorrer aos contracetivos hormonais, como pílulas, bem como a implantes contracetivos, sistemas intrauterinos (IUS) e anéis vaginais. Tudo para evitar engravidar ou controlar alterações hormonais. Mas e se uma gravidez indesejada acontece durante o recurso à contraceção? O erro pode nem sempre ser da mulher. De acordo com um estudo partilhado pelo The Guardian , também é possível que a culpa seja da genética.

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Vários especialistas costumam atribuir a responsabilidade de uma gravidez sob contraceção à incorreta utilização do próprio método contracetivo. Mas agora há uma outra explicação para que tal aconteça, de acordo com este estudo: a genética de algumas mulheres pode estar a eliminar muito mais rapidamente as hormonas libertadas pelo anticoncecional (para impedir a libertação de um óvulo), reduzindo a eficácia do mesmo.

“Como médicos, como profissionais de saúde, assumimos sempre que se uma mulher diz que engravidou, mas estava a usar contracetivo, deve ter feito algo errado. Mas talvez não seja assim”, disse Aaron Lazorwitz, o primeiro autor do estudo, da Escola de Medicina da Universidade do Colorado, em entrevista ao The Guardian .

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Subscrever Numa publicação escrita pelo especialista na revista científica Obstetrics and Gynecology , conta como ele e a sua equipa encontraram a ligação entre a genética e estes casos, a partir de 350 amostras de sangue de jovens mulheres saudáveis, todas utilizadoras de um implante contracetivo – considerado um dos métodos mais eficazes de contraceção , que funciona pela libertação de um progestogénio chamado etonogestrel, quase tornando impossível que algum erro ocorra.

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Depois de analisarem variantes genéticas que estavam normalmente ligadas à forma como o corpo elimina ou regula as hormonas sexuais femininas, investigaram também se estas estavam ligadas a níveis claros de etonogestrel no seu sangue. Os resultados revelaram que quer o índice de massa corporal quer a tempo de adaptação do implante afetaram a concentração de etonogestrel no sangue. Mas não só. Concluíram ainda que três variantes genéticas afetaram levemente esta concentração – uma delas foi registada em 5% das mulheres.

Contudo, os próprios autores do estudo indicam que esta ligação ainda não é tão conclusiva quanto esperavam. E frisam que esta não deve ser uma preocupação para as mulheres que utilizam meios contracetivos.

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“Apesar do que descobrimos, que a genética pode afetar as hormonas do controlo de natalidade, ainda estamos certos de que o implante e o IUS são os melhores métodos contracetivos” , explicou Aaron Lazorwitz.

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