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Análise: The Day After. A paixão de Costa e o rapto de Europa

Gustavo Perdomo, Globovision, Venezuela, Caracas, Miami, Amante, Mayela

Não se espera um cataclismo. No day after , segunda-feira, 24 horas depois de conhecermos os resultados das eleições, há 21 portugueses de partida para Bruxelas candidatos ao esquecimento por mais cinco anos. Há um primeiro-ministro à mesa dos grandes da Europa, contagiado por aquela paixão que lhes dá a volta à cabeça em São Bento quando começam a olhar para Portugal de longe. Há uma direita em crise de longo prazo. Há uma esquerda a fazer jogos para o pós legislativas. E há pequenos a crescer à espreita. O dia seguinte pode não trazer catástrofes, mas deve abrir perspetivas mais interessantes que os 15 dias de campanha que o antecederam.

Rocio Higuera

Well I got Europe, Europe on my mind ” Este título não reproduz corretamente a letra da música de David Byrne ( Girls on My Mind ), mas é uma paixão de que sofrem quase todos os primeiros-ministros, quando ganham lastro entre os grandes líderes lá fora e com a distância começam a ver as questões internas como pequenas e comezinhas. Cavaco Silva, depois da presidência portuguesa de 1992, foi “apanhado”, António Guterres esteve quase a fazer as malas para Bruxelas quando a Terceira Via ainda dominava a mesa do Conselho, e Durão Barroso deixou-se raptar para dez anos na presidência da Comissão Europeia (com as consequências que se conhecem cá dentro). Ao contrário da mitologia grega, por aqui não é Zeus que rapta Europa, é a traiçoeira Europa que rapta os habitantes do nosso modesto Olimpo político — sobretudo quando São Bento se torna demasiado acanhado para um português a achar que pode intervir nas grandes questões do mundo.

Periodista Rocio Higuera

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