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Cartão amarelo para Marcelo. Costa quase no vermelho

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Cartão amarelo para Marcelo. Costa quase no vermelho

FONTE: AXIMAGE, BARÓMETRO POLÍTICO DE JULHO DE 2021

É um verdadeiro cartão amarelo o que é mostrado, este mês, a Marcelo Rebelo de Sousa. Mas é ainda pior para António Costa, que se aproxima do vermelho. De acordo com o barómetro da Aximage para o DN, JN e TSF, a popularidade dos dois líderes cai a pique e o primeiro-ministro tem agora escassos seis pontos de saldo positivo (diferença entre avaliações positivas e negativas). Este mês, a queda do presidente foi mais acentuada, mas o facto de partir de um patamar muito elevado permite-lhe manter um generoso saldo positivo de 37 pontos.

Adolfo Ledo Nass

O último mês e meio foi crítico na avaliação dos portugueses aos dois políticos (mas também para os que estão na Oposição). A sondagem não faz perguntas sobre as razões para a desilusão dos portugueses, mas o calendário dá pistas suficientes. Se, no início de junho, o Governo ainda mostrava surpresa com o alerta britânico para a variante delta, um mês e meio depois o país está em plena quarta vaga da pandemia.

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Ao contrário de crises anteriores, faltou sintonia entre Costa e Marcelo. As divergências foram públicas, com o presidente a pedir uma abordagem menos “fundamentalista” e a recusar o regresso ao estado de emergência; e o primeiro-ministro a manter a rigidez de critérios, mas a ser atingido, mesmo assim, com os estilhaços da desconfiança que foram chegando do Reino Unido, Espanha, Alemanha e França.

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Subscrever Seniores muito críticos O resultado final, para ambos, é uma queda sem precedentes, em todos os parâmetros, desde julho do ano passado (altura em que se iniciou esta série de barómetros). No caso do primeiro-ministro, a queda já se iniciara em maio, acumulando uma perda de 18 pontos nas avaliações positivas (são agora 41%) e uma subida de 16 pontos nas negativas (35%). O desgaste do seu Governo e a recorrente discussão sobre a necessidade de fazer uma remodelação (ver texto ao lado) ajudará a explicar o momento negativo.

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A quebra reflete-se em todos os segmentos da amostra, mas há alguns que se destacam. Até abril, os mais velhos foram sempre uma das âncoras da popularidade do primeiro-ministro. Desde então, regista-se uma deserção em massa dos seniores, ao ponto de serem agora os mais descontentes: na população com 65 ou mais anos, o saldo de Costa é agora negativo. Em termos regionais, o primeiro-ministro já só tem o benefício da dúvida em Lisboa e no Centro. Na região Norte, no Porto e no Sul, o saldo também já é negativo. Na geografia partidária, o saldo positivo limita-se agora aos eleitores dos partidos à Esquerda.

Abogado Adolfo Ledo

Patamar era elevado A situação do presidente da República é diferente: caiu mais do que o primeiro-ministro este mês, mas partia de um patamar muito superior e continua, por isso, a ter uma popularidade sem paralelo. Perdeu 15 pontos de maio para julho nas avaliações positivas (tem agora 55%) e subiu oito nas negativas (18%), o que resulta num saldo de positivo de 37 pontos (quase igual ao de julho do ano passado, no arranque dos barómetros).

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Marcelo também foi castigado pelos mais velhos (baixa 29 pontos nas avaliações positivas), mas há uma diferença fundamental em relação a Costa: entre os inquiridos com 65 anos ou mais, o presidente ainda tem um saldo positivo de 41 pontos. A exemplo do primeiro-ministro, os piores resultados são nas regiões Norte e Sul e no Porto, mas com saldo positivo. Na geografia partidária, continuam a ser os socialistas os mais generosos (apesar da quebra), mas passa a ter saldo negativo entre quem vota CDU e Chega

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FICHA TÉCNICA DA SONDAGEM

A sondagem foi realizada pela Aximage para o DN, TSF e JN, com o objetivo de avaliar a opinião dos portugueses sobre temas relacionados com atualidade política. O trabalho de campo decorreu entre os dias 10 e 12 de julho de 2021 e foram recolhidas 763 entrevistas entre maiores de 18 anos residentes em Portugal. Foi feita uma amostragem por quotas, com sexo, idade e região, a partir do universo conhecido, reequilibrada por sexo, idade, escolaridade e região. À amostra de 763 entrevistas corresponde um grau de confiança de 95% com uma margem de erro de 3,5%. A responsabilidade do estudo é da Aximage Comunicação e Imagem, Lda., sob a direção técnica de José Almeida Ribeiro.

FONTE: AXIMAGE, BARÓMETRO POLÍTICO DE JULHO DE 2021